Danos em Linha Ferroviária de Devon em Janeiro de 2026 Sublinham Desafios de Resiliência de Infraestrutura

Editado por: sfsdf dsf

O tempo severo que afetou o Reino Unido em janeiro de 2026 provocou danos consideráveis na linha ferroviária costeira essencial que conecta Exeter a Paignton, no condado de Devon. O foco da perturbação concentrou-se na secção do muro marítimo adjacente a Dawlish, uma área cronicamente vulnerável a condições climáticas extremas. A intensidade da atividade ciclónica levou ao colapso de partes da estrutura de contenção costeira em Dawlish, resultando numa suspensão temporária dos serviços ao longo deste percurso cénico, que se estende junto ao Oceano Atlântico.

Em resposta imediata, foram conduzidas verificações de segurança que permitiram a retomada de um serviço limitado. Contudo, a atenção voltou-se para a capacidade de resistência da infraestrutura do muro marítimo, que já tinha sido alvo de um programa de modernização significativo. Este Programa de Resiliência Ferroviária do Sudoeste (South West Rail Resilience Programme) envolveu uma atualização avaliada em 80 milhões de libras esterlinas, concluída por volta de 2023. O programa foi instituído após as tempestades de 2014, que causaram o encerramento da linha entre Exeter e Newton Abbott durante oito semanas, evidenciando a importância estratégica desta artéria para as comunidades e o setor empresarial do Sudoeste da Grã-Bretanha.

A linha ferroviária em causa possui também uma relevância ecológica notável, atravessando o Estuário do Exe e a reserva natural de Dawlish Warren, que são habitats cruciais para diversas espécies de aves, incluindo garças-reais. A fragilidade ambiental desta zona costeira, que abrange o Estuário do Teign e a costa aberta entre Dawlish e Teignmouth, sempre constituiu um desafio de engenharia, sendo a linha originalmente escolhida por oferecer uma fundação nivelada para a passagem dos comboios.

Os esforços para a restauração total da operação normal foram planeados para serem concluídos no final de fevereiro de 2026, uma previsão dependente da ausência de novos eventos climáticos adversos. O histórico de resiliência da linha reflete um esforço contínuo; após o colapso de fevereiro de 2014, o Governo alocou 61 milhões de libras esterlinas para reparações e reforço, incluindo um esquema de 31 milhões de libras para dez projetos de resiliência ferroviária. A fase cinco do Programa de Resiliência, focada entre o Túnel de Parsons e Teignmouth, ainda aguardava financiamento assegurado para a estabilização das falésias, embora investigações geotécnicas estivessem em curso em meados de 2022.

Paralelamente, a gestão da infraestrutura ferroviária no Reino Unido está a atravessar uma reestruturação, com o governo a reconhecer que a fragmentação contratual pós-privatização da década de 1990 afetou a coordenação. Este cenário levou a uma maior intervenção pública e à futura criação da Great British Railways, uma entidade pública destinada a unificar planeamento e infraestrutura. A interrupção em Dawlish em janeiro de 2026 funciona como um lembrete da necessidade de uma gestão sistémica e coordenada, particularmente em infraestruturas críticas expostas a um clima em alteração, reforçando a importância de projetos como o muro marítimo de 800 metros construído entre Boat Cove e o quebra-mar de Coastguard. A resiliência desta ligação entre o Sudoeste e o resto da Grã-Bretanha mantém-se como uma prioridade de investimento nacional.

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Fontes

  • Devon Live

  • Bristol Post

  • Devon Live

  • Plymouth Live

  • Scenic Rail Britain

  • Railway Supply

  • BAM

  • Daily Express

  • Plymouth Live

  • Express.co.uk

  • Great Scenic Railways

  • Saphos Trains

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