Crise Existencial da Juventude Iraniana: Inflação, Desemprego e o Peso das Sanções Internacionais
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A juventude iraniana, a Geração Z, enfrenta um ponto de inflexão existencial, pressionada por um cenário econômico em deterioração contínua. A inflação galopante, o desemprego persistente e a instabilidade geopolítica transformaram as aspirações em meras lembranças. Este panorama é agravado por tensões recentes, como o conflito de doze dias com Israel em junho, que causou aumentos imediatos de preços e uma apreensão generalizada na população.
Relatos de jovens como Elnaaz e Bita ilustram a escassez diária. Os custos de mercado são descritos como inacreditáveis, forçando famílias a racionar alimentos essenciais como arroz, carne e peixe entre os recebimentos. A pressão financeira é tamanha que alguns cidadãos se viram obrigados a abrir mão de seus animais de estimação por não conseguirem arcar com os custos de seu bem-estar. Estatisticamente, embora a taxa oficial de desemprego no país se situe em 7,20% no quarto trimestre de 2024, a realidade para os jovens é mais severa: a taxa de desemprego juvenil atingiu 22,75% em 2024, com quase um em cada cinco jovens sem ocupação. Ademais, dados alarmantes indicam que aproximadamente 80% dos lares no Irã vivem abaixo da linha de pobreza global, refletindo uma falha sistêmica em garantir a segurança financeira básica.
As repercussões das sanções internacionais ecoam diretamente na capacidade de trabalho e no futuro da nova geração. A recente retomada das sanções da ONU ao programa nuclear iraniano, aprovada em setembro de 2025 após o fracasso diplomático, visa congelar ativos e interromper acordos de armas, apertando ainda mais a República Islâmica. O analista Amin aponta para uma raiva silenciosa, mas profunda, entre os mais novos, que veem a falta de perspectiva de desenvolvimento como um beco sem saída, atribuindo a culpa pela escalada das crises aos líderes da República Islâmica, em contraste com a antiga narrativa de unidade nacional.
Apesar do cenário sombrio, a esperança persiste de forma tênue. Elnaaz ainda anseia pelo fim da montanha-russa inflacionária para planejar um verão tranquilo e reencontrar parentes que emigraram. Bita, que mal consegue manter o básico com dois salários, trocou seus desejos pessoais pela aspiração coletiva de prosperidade e liberdade econômica. Há também um anseio latente entre aqueles que deixaram o país: o desejo de retornar para participar da reconstrução, condicionado a uma mudança fundamental no cenário político e econômico. Contudo, a estabilidade parece distante, considerando que o PIB per capita por Paridade do Poder de Compra (PPC) do Irã atingiu o pico de 16.224,04 dólares em 2024, ainda classificando o país em uma posição baixa mundialmente.
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Fontes
Deutsche Welle
Al Jazeera
BBC News
Reuters
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