Gigantes da Tecnologia Abraçam Energia Nuclear para Alimentar Centros de Dados de IA em Expansão

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Gigantes da Tecnologia Abraçam Energia Nuclear para Alimentar Centros de Dados de IA em Expansão

A crescente demanda por energia dos centros de dados, impulsionada pela inteligência artificial (IA), está a redefinir o cenário energético global, com a energia nuclear a ressurgir como uma solução crucial. Os centros de dados hiperscaláveis, essenciais para o processamento de IA, agora requerem cargas de até 1 gigawatt (GW), um aumento significativo em relação à década passada, necessitando de fontes de energia confiáveis e de alta capacidade. A energia nuclear, com suas baixas emissões de carbono e alto fator de capacidade, apresenta-se como uma alternativa viável para suprir essa demanda energética crescente. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), a demanda global de eletricidade dos centros de dados mais do que duplicará até 2030, atingindo aproximadamente 945 terawatts-hora (TWh), em comparação com 415 TWh em 2024. Analistas da Goldman Sachs preveem que o crescimento da demanda por IA levará a um aumento de 160% nas necessidades de eletricidade dos centros de dados até 2030.

O desenvolvimento de Reatores Modulares Pequenos (SMRs) e Micro Reatores Modulares (MMRs) promete agilizar o licenciamento, reduzir custos e aumentar a segurança, tornando-os atraentes para implantação em larga escala. Essa inovação tecnológica é fundamental para garantir o fornecimento de energia estável e contínuo, algo que fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, enfrentam desafios para prover 24 horas por dia, 7 dias por semana. A energia nuclear, especialmente através dos SMRs e MMRs, representa uma solução promissora para as necessidades energéticas dos centros de dados em 2025. Atualmente, a energia nuclear nos EUA tem uma capacidade de cerca de 95 GW, o que representa aproximadamente 19-20% da produção total anual de eletricidade do país, com um fator de capacidade superior a 92,5%. De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, até 2035, a demanda por eletricidade nos EUA aumentará em 15-20%, com os centros de dados podendo consumir até 9% do total.

Grandes empresas de tecnologia estão ativamente integrando a energia nuclear em suas estratégias. Em outubro de 2024, a Amazon firmou parcerias para garantir 5 GW de energia nuclear até 2039, incluindo um acordo com a Dominion Energy e a X-energy para o desenvolvimento de SMRs. Paralelamente, o Google anunciou em outubro de 2024 a colaboração com a Kairos Power para o desenvolvimento de até sete SMRs, com a expectativa de que a primeira unidade esteja operacional até 2030, com o objetivo de atingir 500 MW até 2035. Além disso, o Google firmou um acordo com a Elementl Power para o desenvolvimento de três usinas nucleares avançadas, cada uma com uma capacidade de 600 MW, a primeira das quais também deverá entrar em operação até 2030. O Google também planeja lançar o reator nuclear Hermes 2 no Tennessee em 2030, que fornecerá 50 MW de eletricidade para os centros de dados da empresa. A Microsoft, em setembro de 2024, revelou um acordo de 20 anos com a Constellation Energy para a reativação da usina de Three Mile Island até 2028, visando um fornecimento de energia livre de carbono para seus centros de dados, adicionando cerca de 835 MW de energia sem carbono. Outras gigantes da tecnologia, como Apple, Meta e Oracle, também estão considerando a energia nuclear. A Meta, por exemplo, está explorando a possibilidade de adicionar de um a quatro gigawatts de energia nuclear até o início da década de 2030.

Um relatório da Deloitte, de abril de 2025, projeta que a nova capacidade nuclear poderá suprir aproximadamente 10% do aumento projetado na demanda de eletricidade dos centros de dados até 2035. Essa projeção depende de implantações robustas na próxima década, impulsionadas por inovações em design e gerenciamento de projetos. A demanda energética dos centros de dados, impulsionada pela IA, é tão significativa que a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que eles responderão por mais de 20% do crescimento da demanda elétrica em economias avançadas até 2030. A OpenAI, por exemplo, indicou a necessidade de centros de dados que exijam pelo menos cinco gigawatts de energia. De acordo com estimativas da BloombergNEF, até 2035, os centros de dados que atendem à IA poderão consumir até 4,4% de toda a eletricidade global, o que é comparável ao consumo de energia de países como Alemanha ou França.

À medida que as empresas de tecnologia intensificam seus investimentos, a energia nuclear está posicionada para se tornar um pilar fundamental da infraestrutura de energia da economia digital, garantindo o crescimento sustentável e a inovação contínua. A integração dessas fontes de energia de alta capacidade e baixa emissão de carbono é essencial para suportar a expansão da IA e outras tecnologias digitais.

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Fontes

  • Bloomberg Business

  • Power Magazine

  • Data Center Frontier

  • Utility Dive

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