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Crescimento da Infraestrutura de IA Sobrecarrega Rede Elétrica dos EUA e Antecipa Metas de Modernização para 2026
Editado por: Sergey Belyy1
A rápida expansão da infraestrutura de inteligência artificial (IA) está gerando uma escalada significativa no consumo de eletricidade, o que sobrecarrega as redes de distribuição nos Estados Unidos de forma considerável. Diante desse cenário, as concessionárias de energia estão sendo compelidas a acelerar a modernização de suas redes, com um cronograma que visa a conclusão até o ano de 2026. O objetivo central é gerenciar o aumento contínuo da demanda de forma estável, enfrentando simultaneamente os desafios nas cadeias de suprimentos e a pressão crescente sobre os custos repassados aos consumidores finais.
Um dos pilares da estratégia proposta é a integração de ferramentas impulsionadas por IA para a gestão proativa da rede, focando especificamente na previsão de picos de demanda e no monitoramento preventivo de falhas sistêmicas. O motor principal dessa necessidade energética massiva é a construção agressiva de centros de dados, essenciais para o processamento de IA, uma expansão que ocorre em uma velocidade sem precedentes. Esse ritmo de construção está colocando sob forte estresse a infraestrutura de transmissão e distribuição (T&D) em diversas regiões, transformando a viabilização da infraestrutura de IA até 2026 em uma prioridade de segurança nacional.
Dados do setor revelam que, em várias localidades, o capital necessário para a modernização da T&D já ultrapassa os investimentos destinados à criação de novas capacidades de geração de energia. Paralelamente, os consumidores finais já sentem o impacto financeiro em suas contas de luz, reflexo direto da alta demanda energética de centros de dados e operações de IA vizinhas. Esse fenômeno estabelece um paradoxo tecnológico: enquanto o progresso digital avança, ele colide com a obsolescência da infraestrutura física, demandando que a própria IA seja utilizada para mitigar seu impacto no consumo de energia através de mecanismos de feedback inovadores.
Líderes da indústria, incluindo empresas de energia, gestores de data centers e fabricantes de equipamentos originais (OEMs), buscam se adaptar a essa nova realidade. Este movimento ocorre após grandes reestruturações, como a conclusão da cisão da General Electric em GE Aerospace, GE HealthCare e GE Vernova em 2024. No setor de tecnologia, essa transição é visível com a nomeação de Ayman Antoun, ex-executivo da IBM, como CEO da OpenText a partir de 20 de abril de 2026, reforçando o foco estratégico em IA corporativa e gestão de dados para o treinamento de sistemas inteligentes.
Historicamente, o sistema elétrico americano já demonstrou capacidade de absorver grandes aumentos de carga, como o crescimento anual de 9,5 por cento registrado durante a popularização dos eletrodomésticos na década de 1950. Atualmente, as projeções indicam que o consumo de energia na rede dos EUA deve crescer cerca de 5,7 por cento ao ano nos próximos cinco anos, impulsionado pela industrialização e pela eletrificação. Ao contrário das variações sazonais do consumo residencial, a carga dos centros de dados é constante, o que pode otimizar o uso da infraestrutura existente ao diluir custos fixos em um volume maior de quilowatt-hora vendidos.
Contudo, as concessionárias nos Estados Unidos mantêm uma postura cautelosa quanto ao uso de IA totalmente autônoma, priorizando a segurança e a governança. Atualmente, a tecnologia é aplicada principalmente em projetos-piloto de previsão e confiabilidade. Especialistas defendem que o uso de recursos energéticos distribuídos e flexíveis poderia agilizar a conexão de novas cargas, argumentando que métodos do século XX não são suficientes para as exigências do século XXI. O consenso é claro: a adoção da IA tornou-se um imperativo estratégico para o setor elétrico lidar com as urgências de infraestrutura e os custos para o consumidor.
Fontes
POWER Magazine
Morningstar
Utility Dive
AIxEnergy
Latitude Media
Resilience Revolution: AI, Earth Observation, and Weather Tech Reshape Climate Risk
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