Knesset Aprova em Votação Preliminar Proposta de Soberania Israelense Sobre a Cisjordânia
Editado por: Olha 12 Yo
O parlamento israelense, a Knesset, registrou um avanço legislativo notável em 22 de outubro de 2025, ao aprovar em leitura preliminar uma proposta para estender a soberania israelense sobre os territórios da Judeia e Samaria, conhecidos internacionalmente como Cisjordânia. A votação, apertada e com um resultado de 25 votos a favor e 24 contra, demonstrou uma significativa cisão política, superando a resistência do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu e de grande parte de seu partido, o Likud. Este primeiro passo legislativo exige ainda três votações adicionais para que o projeto se torne lei, seguindo agora para a análise da Comissão de Relações Exteriores e Defesa.
A iniciativa foi formalmente apresentada por Avi Maoz, líder do partido de extrema-direita Noam. O resultado da votação evidenciou uma rebeldia dentro da coalizão governista, uma vez que ministros de facções aliadas ao Primeiro-Ministro apoiaram a medida. Entre os apoiadores estavam Itamar Ben-Gvir, Ministro da Segurança Nacional e líder do Poder Judaico, e Bezalel Smotrich, Ministro das Finanças e líder do Sionismo Religioso. Ambos defendem a aplicação da soberania plena sobre a região, com Smotrich afirmando que "chegou a hora de aplicar a soberania plena sobre todos os territórios da Judeia e Samaria – a herança de nossos antepassados – e promover acordos de paz em troca de paz com nossos vizinhos, a partir de uma posição de força."
A aprovação preliminar ocorreu em um contexto de alta tensão diplomática, coincidindo com a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que se encontrava no país para discutir o cessar-fogo em Gaza. O partido Likud classificou a votação como uma "provocação irresponsável da oposição", alertando para o potencial dano às relações com os Estados Unidos. A comunidade internacional reagiu com preocupação, com especialistas das Nações Unidas reiterando que qualquer ato de anexação constitui uma "violação grave da Carta das Nações Unidas e das Convenções de Genebra".
O Ministério das Relações Exteriores e Expatriados da Jordânia classificou a aprovação como "uma violação flagrante do direito internacional, um abalo à solução de dois Estados e uma violação do direito inalienável do povo palestino à autodeterminação." Observadores internacionais veem a legislação como um movimento com profundas implicações para a estabilidade regional, pois a formalização do controle sobre a Cisjordânia é um ponto nevrálgico no direito internacional e ameaça a viabilidade da solução de dois Estados.
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Fontes
Al Jazeera Online
Israeli Annexation of Parts of the Palestinian West Bank Would Break International Law – UN Experts Call on the International Community to Ensure Accountability – Press Release
Territorial Annexation of Palestine: Illegality, Third States Obligations and the ICJ’s 2024 Advisory Opinion
Israel imperils Palestinian statehood by formalizing annexation of West Bank
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