Exportações de Tangerinas do Peru Crescem 50%, Mas Enfrentam Desafios Climáticos e Logísticos

Editado por: Olha 12 Yo

O mercado global de tangerinas consolida-se como a segunda fruta cítrica mais exportada, atrás apenas das laranjas. Em 2025, o Peru reafirmou sua liderança na América do Sul, alcançando o sétimo lugar no ranking mundial de exportações de tangerinas.

Entre janeiro e maio de 2025, as exportações de cítricos peruanos ultrapassaram 100.000 toneladas, um aumento expressivo de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. As tangerinas representaram 62% do volume total exportado, seguidas pela lima Tahitiana com 31%. Este crescimento foi impulsionado pelo esforço de 129 empresas exportadoras e pela coordenação no controle da mosca-das-frutas, com a presença desta praga tendo diminuído significativamente devido a medidas fitossanitárias e temperaturas mais baixas.

Contudo, o setor enfrenta obstáculos consideráveis. As mudanças climáticas afetam o equilíbrio entre o teor de açúcar e acidez das frutas, impactando a qualidade percebida pelo consumidor. Adicionalmente, pragas como o greening cítrico (HLB), que já causaram perdas substanciais em países como o Brasil, representam uma ameaça contínua, com sua incidência aumentando em regiões brasileiras como São Paulo.

Os altos custos logísticos também continuam a ser um entrave à competitividade das exportações sul-americanas, afetando a rentabilidade dos produtores. No Peru, observou-se uma diminuição no florescimento de variedades como a W. Murcott, o que pode impactar a disponibilidade de tangerinas de fim de safra. Para a campanha de 2025, as projeções indicam uma recuperação nas variedades de início de safra e um crescimento sustentado nas variedades tardias, embora o crescimento acumulado deva moderar-se para uma expansão estimada entre 8% a 9% até o final da campanha.

O modelo competitivo peruano baseia-se na qualidade e diferenciação varietal, com novas variedades patenteadas em teste para otimizar a janela de oferta. A busca por acesso a mercados estratégicos, especialmente na Ásia, é vista como um caminho para transformar desafios em oportunidades. O desenvolvimento do porto de Chancay, por exemplo, tem o potencial de melhorar a competitividade ao reduzir os tempos de trânsito para o mercado asiático, com estimativas de redução de custos logísticos e tempos de transporte em até 30%.

A sustentabilidade futura do setor dependerá da revitalização do investimento em plantações e do fortalecimento do acesso a mercados cruciais. O porto de Chancay, inaugurado em novembro de 2024, é um projeto que visa consolidar o Peru como um hub logístico estratégico na bacia do Pacífico, facilitando o comércio com a Ásia e reduzindo os tempos de envio em até 10 dias.

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Fontes

  • FreshPlaza: Noticias del sector de frutas y verduras

  • Servicio Nacional de Sanidad Agraria del Perú (SENASA)

  • AgroLatam

  • FreshFruit

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