Telescópio James Webb Descobre Fusão Rara de Cinco Galáxias no Universo Primitivo

Editado por: Dmitry Drozd

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) identificou um sistema de pelo menos cinco galáxias em fusão no universo primitivo, um evento cósmico raro que ocorreu aproximadamente 800 milhões de anos após o Big Bang. Esta descoberta, apelidada de "Quinteto do JWST", fornece informações cruciais sobre a formação e evolução das galáxias em seus estágios iniciais.

A identificação foi possível com a combinação de dados do JWST e do Telescópio Espacial Hubble. As observações revelaram que este aglomerado de galáxias está imerso em um vasto halo de gás, confirmando que estão fisicamente interconectadas. As galáxias são do tipo emissor de linha, exibindo fortes assinaturas de hidrogênio e oxigênio, indicativos de intensa atividade de formação estelar. Uma ponte de material conectando duas das galáxias foi detectada, sugerindo interações gravitacionais significativas.

Weida Hu, autora principal do estudo e pesquisadora pós-doutoral na Texas A&M University, destacou a raridade do evento, afirmando que a probabilidade de detectar uma fusão de múltiplas galáxias é muito baixa. "Encontrar um sistema assim com cinco galáxias fisicamente ligadas é excepcionalmente raro, tanto em simulações atuais quanto em observações", comentou Hu.

A taxa de formação estelar no Quinteto do JWST é consideravelmente maior do que a observada no Quinteto de Stephan, um aglomerado de galáxias mais próximo. Christopher Conselice, professor de astronomia extragaláctica na Universidade de Manchester, corroborou a singularidade do achado, observando que fusões envolvendo mais de duas galáxias são extremamente raras. A massa estelar combinada deste sistema é equivalente a 10 bilhões de sóis, e a alta taxa de formação estelar sugere que essas galáxias podem evoluir para uma galáxia massiva e quiescente entre 1 bilhão e 1,5 bilhão de anos após o Big Bang.

Esta descoberta é relevante para a compreensão de como as galáxias massivas e quiescentes se formaram tão rapidamente no universo primitivo. O Quinteto do JWST pode oferecer a chave para desvendar esses processos, indicando que a aglomeração e fusão de galáxias menores podem ter sido um motor mais eficiente para a formação de estruturas galácticas massivas do que se pensava anteriormente. A capacidade do JWST de observar em infravermelho tem sido fundamental para confirmar as interações e o desvio para o vermelho das galáxias.

O estudo levanta questões importantes sobre a previsão de tais sistemas em modelos cosmológicos atuais e a possibilidade de mecanismos cósmicos ainda desconhecidos. A análise detalhada das interações e da formação estelar neste aglomerado oferece uma janela única para os primórdios do universo, desafiando e refinando nossa compreensão da evolução cósmica.

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Fontes

  • Economic Times

  • Live Science

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