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O Comitê de Política Monetária (COPOM) anunciou na última quarta-feira a decisão de elevar a taxa básica de juros em 50 pontos-base, fixando-a em 13,75%. Esta medida, que já era amplamente esperada pelos analistas do mercado financeiro, marca o décimo primeiro aumento consecutivo desde o início do ciclo de aperto monetário, iniciado em março de 2021. A principal justificativa para a manutenção da política contracionista reside na persistência da inflação em patamares elevados, superando a meta estabelecida, com pressões notáveis nos segmentos de serviços e bens não transacionáveis.

A decisão reflete a preocupação contínua do Banco Central com a desancoragem das expectativas inflacionárias projetadas para os próximos dois anos. Conforme indicado pelo Relatório Focus mais recente, a projeção mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o ano de 2023 foi revisada para cima, passando de 5,8% para 6,1%. Este novo valor se distancia consideravelmente do centro da meta de 3,25% definida para o período. O presidente da autarquia monetária, Roberto Campos Neto, enfatizou em declarações recentes que a prioridade institucional é a convergência inflacionária, mesmo que isso acarrete um custo temporário em termos de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Especialistas do setor privado alertam que o atual nível da taxa Selic, o mais alto registrado em seis anos, deverá intensificar a desaceleração da atividade econômica, especialmente durante o segundo semestre do ano. O impacto é sentido de forma aguda no custo do crédito ao consumidor e nos investimentos produtivos das empresas. Setores altamente sensíveis à variação dos juros, como a construção civil e a indústria de bens duráveis, já reportam uma retração na demanda e um aumento nos índices de inadimplência. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) divulgou uma nota expressando cautela, revisando sua projeção de expansão do PIB para o ano fiscal para apenas 0,5%, uma redução significativa em relação à estimativa inicial de 1,2%.
Apesar do ambiente de restrição monetária, o mercado de câmbio demonstrou uma relativa estabilidade imediatamente após o anúncio, com a moeda nacional flutuando em torno da marca de R$ 5,20 por dólar. A percepção de que o ciclo de alta pode estar se aproximando de seu término, ou de uma fase de pausa, contribuiu para mitigar reações especulativas mais voláteis. Contudo, a política fiscal do governo permanece como um vetor de incerteza fundamental. A capacidade do poder executivo de implementar um arcabouço fiscal que seja percebido como crível e sustentável é considerada pelos investidores como um elemento crucial para consolidar a trajetória de queda da inflação e, consequentemente, possibilitar um eventual relaxamento monetário em um horizonte temporal mais próximo.
A próxima reunião do COPOM, cuja realização está agendada para o final do mês de setembro, será determinante para avaliar se o ciclo de aperto será definitivamente encerrado ou se ainda serão necessários ajustes adicionais na taxa básica. Os analistas de mercado manterão foco nos indicadores de emprego e na evolução dos preços das commodities no cenário global, fatores que exercem pressão direta sobre a inflação doméstica. A manutenção da credibilidade da política monetária exige, portanto, uma comunicação institucional transparente e um alinhamento rigoroso com as metas estabelecidas, componentes indispensáveis para assegurar a estabilidade macroeconômica de longo prazo do país.
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