Astúrias Lança Estratégia de 16 Milhões de Euros para Combater a Solidão Não Desejada até 2030

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O Governo do Principado das Astúrias formalizou em Oviedo a Estratégia Asturiana contra a Solidão Não Desejada, um plano abrangente que vigorará entre 2025 e 2030. A iniciativa, apresentada pela Vice-Presidente Gimena Llamedo e pela Conselheira de Direitos Sociais e Bem-Estar, Marta del Arco, mobiliza um investimento total de 16 milhões de euros, destinados aos municípios para a implementação de ações concretas de coesão social.

A abordagem estratégica assenta em três pilares fundamentais: o aprofundamento do conhecimento sobre o fenómeno, a sensibilização e prevenção, e a intervenção atempada, complementada pelo fomento de redes colaborativas. O plano visa abranger todos os cidadãos em risco, reconhecendo que a vulnerabilidade pode advir de múltiplos fatores, como a dispersão geográfica, dificuldades económicas, limitações de saúde ou exclusão digital. Um aspeto inovador é a integração da plataforma COVA, um coordenador virtual baseado em Inteligência Artificial, projetado para otimizar o atendimento das solicitações dos serviços sociais.

Os dados demográficos justificam a urgência desta intervenção. As Astúrias apresentam uma das maiores proporções de população com mais de 65 anos, ultrapassando os 28% do total populacional. Em 2024, registaram-se 153.044 agregados familiares unipessoais, dos quais 72% eram chefiados por mulheres. As projeções indicam um agravamento, com o Instituto Nacional de Estatística a estimar mais de 192.000 lares isolados até 2039, sendo que os maiores de 65 anos já representam mais de 43% dos que vivem sós.

A Conselheira Marta del Arco sublinhou que o combate à solidão é um desafio coletivo que exige a união de todas as esferas institucionais e da sociedade civil. A Vice-Presidente Gimena Llamedo enquadrou a estratégia como um imperativo ético e político, um modelo de cuidado centrado na pessoa que harmoniza inovação tecnológica com proximidade humana. É crucial notar que o problema não se restringe aos idosos; estudos em Espanha indicam que mais de 25% dos jovens entre 16 e 29 anos são afetados pela solidão não desejada.

Esta iniciativa consolida esforços governamentais anteriores e reconhece a necessidade de uma compreensão aprofundada. A inclusão da Universidade de Oviedo na criação de uma Cátedra sobre Solidão Não Desejada demonstra o foco na formação especializada. O custo económico da solidão não desejada em Espanha é substancial, estimado em 14,1 mil milhões de euros, o que corresponde a 1,17% do Produto Interno Bruto nacional, devido ao aumento de problemas de saúde mental e mortalidade prematura associados.

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Fontes

  • RTPA

  • El Comercio

  • Actualidad del Gobierno del Principado de Asturias

  • Europa Press Asturias

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