Especialista Aponta Novas Estratégias na Busca pela Câmara de Âmbar em Kaliningrado

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Um renovado foco na lendária Câmara de Âmbar surgiu após declarações de Andrey Przezdomski, escritor e representante oficial do Comitê Nacional Antiterrorista (NAK), em uma entrevista veiculada em 18 de novembro de 2025. Przezdomski, cuja trajetória inclui atuação como arqueólogo da época do colapso do Reino da Prússia e experiência em agências de segurança da URSS e da Rússia, possui acesso a arquivos restritos, o que confere peso às suas análises sobre o paradeiro do tesouro. O especialista é autor da obra fundamental O Fantasma de Âmbar, que detalha as teorias sobre a localização final da câmara.

Przezdomski indicou que expedições de busca anteriores foram limitadas por uma base técnica insuficiente e pela falta de acesso a documentos arquivísticos cruciais. Ele também observou que o processo investigativo foi dificultado pela presença de "um enxame de falsos testemunhas" que forneciam informações espúrias em troca de isenção de detenção. O especialista defende que, sob a perspectiva arqueológica, a região de Kaliningrado permanece em grande parte inexplorada, com áreas chave, particularmente os antigos territórios do Reino da Prússia, ainda carecendo de investigação aprofundada. Ele sustenta que o conhecimento sobre as estruturas subterrâneas históricas, incluindo caves com vários andares, não se extinguiu totalmente após a dissolução da União Soviética.

A Câmara de Âmbar possui um contexto histórico significativo. Originalmente instalada no Palácio de Catarina, perto de São Petersburgo, era adornada com painéis de âmbar e espelhos folheados a ouro, sendo considerada a "Oitava Maravilha do Mundo". A peça foi um presente do rei prussiano Frederico Guilherme I ao czar Pedro, o Grande, em 1716, após ser projetada pelo escultor barroco alemão Andreas Schlüter e construída em Danzig (atual Gdańsk, Polônia) entre 1701 e 1709. Após expansões, a câmara alcançou mais de 55 metros quadrados, contendo mais de seis toneladas de âmbar. O valor estimado da peça original é frequentemente citado em mais de meio bilhão de dólares.

Em contraste com a busca por um artefato coeso, outros especialistas apresentaram em junho de 2025 uma visão divergente, sugerindo que os painéis podem ter sido separados e enterrados durante o cerco a Königsberg, com partes individuais já localizadas no passado. A última documentação conclusiva da câmara original ocorreu quando estava armazenada no Castelo de Königsberg (atual Kaliningrado), antes de ser bombardeada pelos Aliados e incendiada. O especialista Alfred Rohde, administrador das coleções no castelo entre 1926 e 1945, supervisionou o desmonte e empacotamento dos painéis sob ordens diretas de Adolf Hitler para que a sala retornasse ao Reich alemão.

Przezdomski enfatiza a necessidade de estabelecer uma estratégia de exploração bem definida, em vez de depender de companhias de busca isoladas, para progredir na resolução do mistério. O esforço de reconstrução da câmara, iniciado na URSS em 1979 e finalizado em 2003, culminou em uma réplica que hoje é peça central no Palácio Catarina, contrastando com a incerteza sobre o destino do original. A região de Königsberg foi integrada à URSS após a Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, à Federação Russa. A câmara não pôde ser evacuada como outros 20.000 objetos do palácio devido à sua fragilidade durante o cerco a Leningrado, que durou 900 dias.

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Fontes

  • Рамблер

  • Каскад.тв

  • Новый Калининград.Ru

  • Русский Запад

  • Новости Калининграда - Клопс

  • Tripster.ru

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