Onda de Detenções na Polónia Expõe Intensificação da Espionagem Estrangeira Focada em Infraestruturas Críticas

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Onda de Detenções na Polónia Expõe Intensificação da Espionagem Estrangeira Focada em Infraestruturas Críticas

A segurança na fronteira oriental da Europa permanece sob vigilância rigorosa, evidenciada pela recente detenção de dois cidadãos ucranianos em Katowice, Polónia, a 14 de outubro de 2025. Um homem de 32 anos e uma mulher de 34 anos foram detidos sob a suspeita de atuarem como agentes para os serviços secretos russos. A Agência de Segurança Interna (ABW) da Polónia liderou a operação, e o tribunal decretou a sua detenção preventiva por um período de três meses, sublinhando a seriedade das alegações. Os suspeitos alegadamente recolhiam informações sobre membros das forças armadas polacas e infraestruturas críticas ligadas aos esforços de apoio à Ucrânia.

Esta ação faz parte de um padrão mais vasto de vigilância e potenciais atos de sabotagem observados no território polaco, conforme noticiado pela Reuters. O ministro dos serviços especiais, Tomasz Siemoniak, afirmou na segunda-feira à rádio polaca que esta detenção, juntamente com outras efetuadas na Roménia na semana anterior, é prova de uma intensificação das atividades de sabotagem e dos preparativos para tais atos. A investigação transnacional, que inclui a Roménia, sublinha a natureza alargada destas operações de influência estrangeira.

O Primeiro-Ministro polaco, Donald Tusk, já havia alertado para esta escalada de ameaças. No final de junho, Tusk mencionou a detenção de 32 indivíduos suspeitos de colaboração com os serviços russos, abrangendo cidadãos da Polónia, Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e Colômbia. Estas ações anteriores da ABW visavam desmantelar redes que procuravam enfraquecer a posição internacional da Polónia e desacreditar a Ucrânia, com suspeitas de monitorização de linhas ferroviárias e planeamento de sabotagens contra o fornecimento de ajuda.

O foco no escrutínio da infraestrutura de transporte é particularmente relevante, dada a sua importância vital para o fluxo de apoio militar e logístico à Ucrânia. Em maio de 2024, Tusk anunciou a detenção de nove homens, incluindo ucranianos e bielorrussos, suspeitos de pertencerem a uma rede de espionagem russa ligada a tentativas de incêndio posto. Em julho de 2023, um cidadão ucraniano foi igualmente detido por alegado reconhecimento em instalações militares. A resposta coordenada das autoridades polacas, validada pela imposição da detenção preventiva dos suspeitos de outubro de 2025, visa proteger a integridade destas conexões logísticas e militares, essenciais para a estabilidade e cooperação externa da Polónia.

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Fontes

  • Deutsche Welle

  • Слово і Діло

  • ОстроВ

  • Українська правда

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