Contagem Anual de Borboletas de 2025: Um Retrato da Resiliência e dos Desafios

Editado por: Dmitry Drozd

A edição de 2025 da Big Butterfly Count, realizada entre 18 de julho e 10 de agosto, reuniu mais de 125.000 cientistas cidadãos em todo o Reino Unido. Durante o período, foram registradas aproximadamente 1,7 milhão de borboletas e mariposas. A contagem média por 15 minutos aumentou para 10,3 borboletas, uma melhoria em relação às 7,2 registradas em 2024, que foram as mais baixas da história. No entanto, este número ainda se encontra abaixo das médias históricas, indicando desafios persistentes para esses polinizadores vitais. Apesar de um verão mais ensolarado e quente ter impulsionado a recuperação em relação às baixas recordes de 2024, os resultados gerais de 2025 refletem um ano mediano para muitas espécies.

Espécies como a Grande Branca e a Pequena Branca registraram seus melhores resultados históricos, com aumentos de avistamentos de 131% e 128%, respectivamente, em comparação com o ano anterior. A Mariposa Jersey Tiger também teve um ano excepcional, com números e abrangência de registro sem precedentes. Por outro lado, espécies como a Azul-da-Hera, Azul-Comum e a Castanha-dos-Prados enfrentaram algumas de suas piores contagens já registradas, evidenciando pressões contínuas sobre suas populações.

Esses resultados sublinham a complexa relação entre as condições climáticas e a saúde das populações de borboletas. Enquanto um clima mais quente pode beneficiar certas espécies, expandindo seus alcances para o norte do Reino Unido, como observado com a Ponta-de-Alumínio e a Borboleta-de-Pavão na Escócia, ele também pode exacerbar as dificuldades para espécies adaptadas a climas mais frios ou que dependem de microclimas específicos. A fragmentação de habitats, intensificada pelo uso da terra, agrava ainda mais esses desafios, limitando a capacidade de recolonização e adaptação das espécies.

Em um contexto global, o Brasil enfrenta seus próprios desafios climáticos. Em Botucatu, São Paulo, setembro de 2025 foi previsto com condições quentes e secas, com temperaturas atingindo 32°C e umidade relativa caindo abaixo de 30%. Este cenário segue um agosto com pouca chuva, marcando o mês mais seco dos últimos anos. Essa aridez prolongada, que tem afetado diversas regiões do Brasil, impacta a agricultura, a disponibilidade de água e aumenta o risco de incêndios florestais, como observado em anos anteriores em biomas como o Cerrado e a Amazônia.

Especialistas em conservação enfatizam a necessidade urgente de ações de manejo, incluindo a restauração de habitats e a redução do uso de pesticidas, para apoiar esses polinizadores essenciais. A organização Butterfly Conservation, líder em esforços de conservação no Reino Unido, destaca que, apesar das melhorias pontuais, as tendências de longo prazo indicam declínio para muitas espécies de borboletas. A organização trabalha em projetos de paisagem para conectar habitats e proteger espécies ameaçadas, reconhecendo que a saúde ambiental é um indicador crucial para o bem-estar geral do ecossistema.

A resiliência desses delicados insetos, e por extensão, a saúde de nossos ecossistemas, depende de um esforço contínuo e coordenado para mitigar os impactos das mudanças climáticas e da perda de habitat.

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Fontes

  • Farming Life

  • Jornal Acontece Botucatu

  • The Big Butterfly Count 2025 | Butterfly Conservation

  • Big Butterfly Count 2025 is underway | Butterfly Conservation

  • Last summer was second worst for common UK butterflies since 1976 | Butterflies | The Guardian

  • ‘Butterfly emergency’ declared as UK summer count hits record low | Butterflies | The Guardian

  • What really counts as butterfly-friendly planting? | Financial Times

  • Acontece Botucatu

  • Climatempo

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