
Uma gata com um filhote
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Editado por: Olha 12 Yo

Uma gata com um filhote
O cenário climático atual, marcado por ondas de calor intensas e frequentes interrupções no fornecimento de eletricidade, impulsiona uma reestruturação urgente nas infraestruturas urbanas. Esta adaptação climática transcende medidas paliativas, catalisando uma reorganização fundamental na gestão de recursos essenciais, com foco na sustentabilidade e na autonomia operacional das comunidades.
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Nos Estados Unidos, a Habitat for Humanity International tem implementado ativamente sistemas fotovoltaicos e unidades de armazenamento de energia em moradias de baixo custo. O objetivo central desta iniciativa é assegurar o fornecimento elétrico ininterrupto durante blecautes, fortalecendo a autogestão energética local. Essa estratégia encontra paralelo no Brasil, onde organizações como a Insolar, que atuava desde 2013, buscaram democratizar o acesso à energia solar para comunidades de baixa renda, alinhando-se ao ODS 7 da ONU para energia limpa e acessível. Contudo, é importante notar que a Insolar não está mais em operação, embora o avanço da democratização energética no país continue por meio de outros atores.
Em grandes centros urbanos europeus, a resposta ao calor extremo tem se concentrado na criação de refúgios climáticos em espaços públicos, como parques e bibliotecas, para oferecer alívio térmico e acesso a serviços básicos. Essa priorização do bem-estar físico e da equidade ambiental é crucial, dado que o planeta já registra um aquecimento médio de 1,5°C acima da era pré-industrial, com previsões apontando para eventos climáticos extremos mais frequentes e graves em 2025.
Paralelamente, em regiões da Índia e da África, a eletrificação rural avança com o uso de microrredes solares e soluções híbridas. Estes sistemas autônomos fornecem eletricidade confiável a populações historicamente desconectadas, impulsionando o desenvolvimento local. No entanto, a rápida adoção da energia solar em locais como a Europa, embora benéfica ao clima, tem gerado sobrecarga nas infraestruturas existentes, resultando em riscos de apagões devido a picos de tensão causados pela desconexão de grandes fontes solares. No Brasil, o excesso de geração solar também gerou alerta e reuniões de emergência na ANEEL devido ao risco de sobrecarga no Sistema Interligado Nacional, com 11 estados apresentando risco de sobrecarga em 2025.
A necessidade de resiliência energética aponta para a vitalidade da autonomia local, exemplificada por sistemas descentralizados que demonstraram capacidade de operar isoladamente por longos períodos, como um caso em Indaiatuba, São Paulo, que registrou retorno do investimento em cerca de cinco anos. A convergência dessas inovações — da habitação autossuficiente à infraestrutura comunitária — sinaliza um futuro onde a capacidade de adaptação reside na descentralização e na inteligência aplicada aos recursos locais, visando comunidades mais robustas diante das instabilidades ambientais e energéticas crescentes.
Cambio16
Habitat for Humanity International